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O arquivo como gesto: três percursos pela modernidade brasileira

R$45,00

Em O arquivo como gesto: três percursos pela modernidade brasileira, Mario Câmara se propõe a percorrer um caminho sinuoso para estudar um conjunto heterogêneo de objetos provenientes das artes visuais, da arquitetura e da literatura brasileiras, produzidos por Rosângela Rennó, Arthur Omar, Adriana Varejão, Jean-Baptiste Debret, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Verônica Stigger, Mário de Andrade, Raul Bopp e até pelo argentino Néstor Perlongher.

Imagens, cidades, romances, crônicas e poesias são analisadas em sua especificidade, mas também como possíveis exemplos paradigmáticos que iluminam o vasto território que constituiu o século XX brasileiro. Uma temporalidade marcada por uma ideologia que abrigou conceitos como o da harmonia e integração cultural e uma aposta pelo desenvolvimento econômico e social, administrados de maneira hegemônica e durante décadas por um Estado-nação do qual agora parecem restar apenas ruínas. Os percursos propostos como se fossem visitas guiadas pelas salas de um grande arquivo problematizam a solidez de tais núcleos de sentido e observam, em traços, gestos e palavras, suas dimensões ameaçadoras e, em algumas ocasiões, fulgurantes.

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