{"id":14297,"date":"2017-06-05T10:58:33","date_gmt":"2017-06-05T13:58:33","guid":{"rendered":"https:\/\/eduerj.com\/brine\/?p=14297"},"modified":"2017-08-28T11:03:43","modified_gmt":"2017-08-28T14:03:43","slug":"literaturas-da-floresta-ganha-versao-em-epub","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/literaturas-da-floresta-ganha-versao-em-epub\/","title":{"rendered":"Literaturas da Floresta ganha vers\u00e3o em ePub"},"content":{"rendered":"<p>Literaturas da floresta \u2013 textos amaz\u00f4nicos e cultura latino-americana, de L\u00facia S\u00e1, publicado originalmente em 2012 pela Editora da UERJ, agora est\u00e1 acess\u00edvel no formato ePub (abrevia\u00e7\u00e3o de Electronic Publication &#8211; Publica\u00e7\u00e3o Eletr\u00f4nica). Com isso, a publica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser lida via internet, em dispositivos como tablets e celulares. A vers\u00e3o em epub deste livro(h\u00e1 outros t\u00edtulos tamb\u00e9m) poder\u00e1 ser adquirida na p\u00e1gina da SciELO Books : http:\/\/books.scielo.org\/eduerj\/<\/p>\n<p>Abaixo, o release do livro, escrito por Ricardo Zentgraf, para o antigo blog da EdUERJ.<\/p>\n<p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx<\/p>\n<p>A influ\u00eancia dos textos ind\u00edgenas sobre a literatura produzida nos \u00faltimos 150 anos no Brasil e em pa\u00edses vizinhos \u00e9 cuidadosamente interpretada em Literaturas da floresta \u2013 textos amaz\u00f4nicos e cultura latino-americana, de L\u00facia S\u00e1, lan\u00e7amento da Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EdUERJ). Nesta incurs\u00e3o de an\u00e1lise liter\u00e1ria, o leitor vai conhecer mais sobre a produ\u00e7\u00e3o cultural da Floresta Amaz\u00f4nica e das plan\u00edcies da am\u00e9rica do sul, casa de centenas de tribos ind\u00edgenas, e para onde muitos escritores se movimentaram no s\u00e9culo XIX, apropriando-se de enredos e personagens da literatura local. A transmiss\u00e3o dessas tramas e lendas dispersou-se pelas l\u00ednguas portuguesa e espanhola; modificadas e reconstru\u00eddas tantas vezes, que tornou \u00e1rdua a tarefa de reconhecer nestas obras os tra\u00e7os de seus criadores.<\/p>\n<p>Para falar desta influ\u00eancia, assunto que permanecia t\u00e3o econ\u00f4mico de registros, a autora analisa material diverso. Em um dos cap\u00edtulos, ela observa o impacto que as transcri\u00e7\u00f5es de narrativas ind\u00edgenas coletadas pelo etn\u00f3logo alem\u00e3o Theodor Koch-Grunberg produziram sobre Mario de Andrade, repercutindo em Macuna\u00edma. A autora tamb\u00e9m aponta para o uso que Mario Vargas Llosa faz da literatura machiguenga em O falador. Al\u00e9m disso, examina o romance Ma\u00edra, de Darcy Ribeiro, comparando-o a obras antropol\u00f3gicas do mesmo autor. Nomes como Gon\u00e7alves Dias, Raul Bopp e Alejo Carpentier tamb\u00e9m comparecem sob olhares anal\u00edticos. O resultado \u00e9 uma descri\u00e7\u00e3o minuciosa de um legado que ressoa, indiscut\u00edvel, na literatura latino-americana.<\/p>\n<p>Literaturas da Floresta comp\u00f5e-se de quatro partes, correspondentes \u00e0s quatro tradi\u00e7\u00f5es da plan\u00edcie amaz\u00f4nica que mais significantemente impactaram a obra de autores sul americanos. A saber: a tradi\u00e7\u00e3o macro-caribe, a tupi-guarani, o sistema tukano-arauaque do Alto Rio Negro e o arauaque ocidental. O material produzido pelos habitantes destas regi\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 enumerado, como Antes o mundo n\u00e3o existia, a primeira hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o publicada no Brasil e na Am\u00e9rica do sul sob a autoria dos pr\u00f3prios \u00edndios.<\/p>\n<p>Os personagens e narrativas ind\u00edgenas compilados neste estudo desafiam formula\u00e7\u00f5es simplistas e manique\u00edsmos, desconstruindo a vis\u00e3o que subestima a capacidade intelectual do \u00edndio. Literaturas da Floresta caminha contra o preconceito refor\u00e7ado \u00e0 exaust\u00e3o na cultura de massas, e que legitima a viol\u00eancia e a espolia\u00e7\u00e3o, sob o pretexto de os \u00edndios serem \u201cselvagens\u201d, \u201canalfabetos\u201d ou \u201csem discernimento\u201d.<\/p>\n<p>O trabalho de L\u00facia S\u00e1, indicado ao Pr\u00eamio Jabuti, na categoria teoria e cr\u00edtica liter\u00e1ria, redimensiona a contribui\u00e7\u00e3o ind\u00edgena \u00e0 nossa literatura. Al\u00e9m disso, ajuda-nos a elaborar de forma mais fidedigna a hist\u00f3ria de nossa cultura, oferecendo pontos de interroga\u00e7\u00e3o \u00e0s vers\u00f5es tantas vezes repetidas das narrativas dos primeiros colonizadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Literaturas da floresta \u2013 textos amaz\u00f4nicos e cultura latino-americana, de L\u00facia S\u00e1, publicado originalmente em 2012 pela Editora da UERJ, agora est\u00e1 acess\u00edvel no formato ePub (abrevia\u00e7\u00e3o de Electronic Publication &#8211; Publica\u00e7\u00e3o Eletr\u00f4nica). Com isso, a publica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser lida via internet, em dispositivos como tablets e celulares. A vers\u00e3o em epub deste livro(h\u00e1 outros t\u00edtulos tamb\u00e9m) poder\u00e1 ser adquirida na p\u00e1gina da SciELO Books : http:\/\/books.scielo.org\/eduerj\/ Abaixo, o release do livro, escrito por Ricardo Zentgraf, para o antigo blog da EdUERJ. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx A influ\u00eancia dos textos ind\u00edgenas sobre a literatura produzida nos \u00faltimos 150 anos no Brasil e em\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":13255,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"editor_plus_post_options":"{}","editor_plus_copied_stylings":"{}","footnotes":""},"categories":[202],"tags":[650,548,296,649,452],"class_list":["post-14297","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-cultura-indigena","tag-letras","tag-literatura","tag-lucia-sa","tag-premio-jabuti"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":5}},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14297"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14297\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}