{"id":16264,"date":"2018-07-20T14:03:11","date_gmt":"2018-07-20T17:03:11","guid":{"rendered":"https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=16264"},"modified":"2018-07-20T14:03:11","modified_gmt":"2018-07-20T17:03:11","slug":"a-violencia-das-letras-amizade-e-inimizade-na-literatura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/a-violencia-das-letras-amizade-e-inimizade-na-literatura-brasileira\/","title":{"rendered":"A viol\u00eancia das letras: amizade e inimizade na literatura brasileira"},"content":{"rendered":"<p>Nesta quarta-feira, 25 de julho, a Editora da UERJ lan\u00e7a, na Blooks Livraria, o livro Viol\u00eancia das letras &#8211; amizade e inimizade na literatura brasileira 1888-1940, de C\u00e9sar Braga-Pinto. A assessoria do autor nos enviou um texto de divulga\u00e7\u00e3o do livro, que segue abaixo:<\/p>\n<p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx<\/p>\n<p>A viol\u00eancia das letras \u2013 A amizade e inimizade na literatura brasileira (1888 \u2013 1940)<br \/>\nC\u00e9sar Braga-Pinto<\/p>\n<p>Como uma na\u00e7\u00e3o dividida, social, racial e economicamente, veio a se imaginar como cordial, democr\u00e1tica e harm\u00f4nica? Qual o papel dos escritores e da literatura na constru\u00e7\u00e3o de uma ret\u00f3rica da nacionalidade que se baseia em exclus\u00f5es, mas que, ao mesmo tempo, as oculta? Como se deu a transi\u00e7\u00e3o de um discurso dominante sobre a amizade, assumidamente elitista e aristocr\u00e1tico no final do s\u00e9culo dezenove, para aquele em que, a partir dos prim\u00f3rdios do s\u00e9culo XX, imagina o Outro enquanto amigo e irm\u00e3o? Em que medida o discurso harmonizante da fraternidade nacional preserva e ao mesmo tempo oculta antigas no\u00e7\u00f5es aristocratizantes e excludentes de amizade? De que maneira a express\u00e3o &#8220;equil\u00edbrio de antagonismos&#8221;, empregada por Gilberto Freyre, exp\u00f5e a hist\u00f3ria desta vontade ambivalente de inclus\u00e3o e exclus\u00e3o da diferen\u00e7a? <\/p>\n<p>De uma perspectiva interdisciplinar, entre a cr\u00edtica liter\u00e1ria e a hist\u00f3ria, e que inclui an\u00e1lise do discurso, estudos de g\u00eanero e de ra\u00e7a, al\u00e9m de uma extensa pesquisa de arquivo, <em>A viol\u00eancia das letras<\/em> examina as diversas formas pelas quais, entre 1888 e 1940, homens da classe letrada imaginaram e praticaram a sociabilidade e a cidadania no Brasil. Trata-se de compreender o lugar das no\u00e7\u00f5es de amizade e conc\u00f3rdia \u2013 com seus corol\u00e1rios, ou seja, as inimizades, as rivalidades, as hostilidades e a disc\u00f3rdia \u2013 nas letras nacionais, tema frequentemente associado a quest\u00f5es de democratiza\u00e7\u00e3o, de um lado, e exacerba\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as ou desigualdades sociais, \u00e9tnicas e raciais, de outro. <\/p>\n<p>Partindo dos debates em torno da introdu\u00e7\u00e3o do duelo no Brasil em 1888 e de uma leitura da trajet\u00f3ria pessoal, liter\u00e1ria e pol\u00edtica de Raul Pompeia, com sua posi\u00e7\u00e3o ambivalente frente \u00e0 din\u00e2mica da inclus\u00e3o e da exclus\u00e3o, o livro analisa textos de escritores como Adolfo Caminha, Machado de Assis, Nestor V\u00edtor, Cruz e Sousa, Manuel Bandeira, Gilberto Freyre e Jos\u00e9 Lins do Rego. O autor discute tamb\u00e9m como, a partir do final do s\u00e9culo XIX, a luta por um espa\u00e7o de prest\u00edgio e influ\u00eancia levaria \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de grupos articulados em formas de agremia\u00e7\u00e3o, com rituais espec\u00edficos de perten\u00e7a e, principalmente, de exclus\u00e3o. <\/p>\n<p>A viol\u00eancia das letras articula a necessidade e o desejo n\u00e3o s\u00f3 de se imaginar, mas tamb\u00e9m de se construir novas pr\u00e1ticas discursivas, assim como uma nova pol\u00edtica das amizades, independentes tanto da consanguinidade quanto da proximidade territorial, nacional, regional, bairrista ou dom\u00e9stica. Um de seus pressupostos \u00e9 que nem os amigos, nem a fam\u00edlia, nem a na\u00e7\u00e3o \u2013 talvez nem mesmo a literatura \u2013podem representar um ref\u00fagio para o que h\u00e1 de irreconcili\u00e1vel na pol\u00edtica e na vida p\u00fablica. <\/p>\n<p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx<\/p>\n<p>Para quem quiser conferir o que este blog escreveu anteriormente sobre o livro Viol\u00eancia das letras, segue o link:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=16218\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=16218<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quarta-feira, 25 de julho, a Editora da UERJ lan\u00e7a, na Blooks Livraria, o livro Viol\u00eancia das letras &#8211; amizade e inimizade na literatura brasileira 1888-1940, de C\u00e9sar Braga-Pinto. 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