{"id":19753,"date":"2019-12-09T11:51:12","date_gmt":"2019-12-09T14:51:12","guid":{"rendered":"https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=19753"},"modified":"2019-12-09T12:15:18","modified_gmt":"2019-12-09T15:15:18","slug":"rose-auslander-por-simone-brantes-o-novo-titulo-da-ciranda-da-poesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/rose-auslander-por-simone-brantes-o-novo-titulo-da-ciranda-da-poesia\/","title":{"rendered":"&#8220;Rose Ausl\u00e4nder por Simone Brantes&#8221;, o novo t\u00edtulo da Ciranda da Poesia"},"content":{"rendered":"<p>O ex\u00edlio \u00e9 uma marca que perpassa a poesia de Rose Ausl\u00e4nder,\u00a0artista nascida em 1901, natural de Czernowitz, da regi\u00e3o da Bucovina (atualmente parte da Ucr\u00e2nia). De etnia judaica, precisou emigrar muitas vezes, como no fim da Primeira Guerra e antes e depois da Segunda Grande Guerra, em uma luta por sobreviv\u00eancia, mas tamb\u00e9m pela express\u00e3o de sua identidade.\u00a0 Um ensaio sobre sua po\u00e9tica e uma breve antologia comp\u00f5em o novo livro da cole\u00e7\u00e3o Ciranda da Poesia:\u00a0<em>Rose Ausl\u00e4nder por Simone Brantes<\/em>.<\/p>\n<p>Poetisa, mestre em filosofia e doutora em ci\u00eancia da literatura (UFRJ) Simone Brantes destaca o trabalho com a linguagem na poesia de Rose Ausl\u00e4nder. O ensaio analisa o uso da palavra e a quest\u00e3o identit\u00e1ria &#8211; judaico-alem\u00e3 familiar (Rose \u00e9 filha de m\u00e3e alem\u00e3 e pai judeu), assim como sua viv\u00eancia em Bucovina, regi\u00e3o em que se falavam as l\u00ednguas dos povos alem\u00e3o, judeu, romeno e ruteno.\u00a0\u00a0A palavra para Ausl\u00e4nder equivale \u00e0 l\u00edngua materna e representa suas ra\u00edzes, sua origem, a identidade de uma expatriada.<\/p>\n<p>A partir de uma interpreta\u00e7\u00e3o do poema \u201cMeu ar\u201d, Simone Brantes detalha nuan\u00e7as do trabalho com a linguagem sob um olhar filos\u00f3fico, propondo um di\u00e1logo entre a elabora\u00e7\u00e3o po\u00e9tica de Ausl\u00e4nder e conceitos de fil\u00f3sofos alem\u00e3es como Hegel, Heidegger, Gadamer, dentre outros.\u00a0Vale destacar que a autora foi respons\u00e1vel pela tradu\u00e7\u00e3o dos poemas, e inclui, no livro, reflex\u00f5es sobre a atividade de tradu\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a Ciranda traz as vers\u00f5es originais dos poemas de Ausl\u00e4nder.<\/p>\n<p>O novo volume da cole\u00e7\u00e3o inaugura uma parceria entre a EdUERJ e a Editora da Universidade Federal do Paran\u00e1 (EdUFPR), com previs\u00e3o de mais dois lan\u00e7amentos para o primeiro e segundo semestre de 2020:\u00a0<em>Ad\u00edlia Lopes por Sofia de Sousa Silva<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Manoel Ricardo de Lima por Annita Costa Malufe<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex\u00edlio \u00e9 uma marca que perpassa a poesia de Rose Ausl\u00e4nder,\u00a0artista nascida em 1901, natural de Czernowitz, da regi\u00e3o da Bucovina (atualmente parte da Ucr\u00e2nia). 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