{"id":21976,"date":"2020-08-17T17:28:23","date_gmt":"2020-08-17T20:28:23","guid":{"rendered":"https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=21976"},"modified":"2020-08-26T23:50:03","modified_gmt":"2020-08-27T02:50:03","slug":"livro-estuda-o-programa-minha-casa-minha-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/livro-estuda-o-programa-minha-casa-minha-vida\/","title":{"rendered":"Livro estuda o Programa Minha Casa Minha Vida"},"content":{"rendered":"<h4>Em um pa\u00eds marcado por desigualdades onde reverbera a exclus\u00e3o social, muitas vezes as pol\u00edticas p\u00fablicas precisam se fazer presentes para atenuar as mazelas ou evitar que estas se perpetuem. No entanto, tais pol\u00edticas necessitam de um olhar atento da sociedade civil para que consigam cumprir efetivamente o seu objetivo e n\u00e3o se desvirtuem. A universidade pode colaborar para o aperfei\u00e7oamento dessas estrat\u00e9gias ou articular uma vis\u00e3o cr\u00edtica de todo o processo. Neste contexto de reflex\u00e3o se insere <em>O Programa Minha Casa Minha Vida: habita\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano em diferentes escalas e perspectivas<\/em>&#8220;, publica\u00e7\u00e3o da EdUERJ.<\/h4>\n<h4>O livro, organizado pelos professores Doralice S\u00e1tyro Maia e Glaucio Jos\u00e9 Marafon, cont\u00e9m onze cap\u00edtulos, muitos deles analisando as repercuss\u00f5es do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). Criado pelo Governo Federal em 2009, para estimular o acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, o projeto inseriu a moradia como parte da agenda governamental, respondendo tamb\u00e9m a apelos de relevantes segmentos da sociedade, como os movimentos sociais. No per\u00edodo de 2009 a 2016, segundo dados fornecidos pelo ent\u00e3o Minist\u00e9rio das Cidades, foram contratadas mais de quatro milh\u00f5es de moradias<\/h4>\n<h4>Os autores s\u00e3o professores de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em geografia da UERJ, UNESP E UFPB. Como objeto da pesquisa, foram escolhidas as cidades de Campina Grande e Patos, na Para\u00edba; Caruaru, em Pernambuco; Campos, no norte fluminense; Mar\u00edlia e Presidente Prudente, no Estado de S\u00e3o Paulo. Os cap\u00edtulos investigam os impactos do programa principalmente no que se refere a\u0300 produ\u00e7\u00e3o\/ expans\u00e3o\/consumo da cidade, a\u0300 din\u00e2mica econ\u00f4mica e regional e a\u0300s novas rela\u00e7\u00f5es entre a cidade e o campo.<\/h4>\n<h4>Moradia foi reconhecida como direito humano em 1948, com a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, e destacada at\u00e9 mesmo em tratados internacionais dos quais o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio. Mas oferecer um teto a quem precisa n\u00e3o \u00e9 simples como aparenta. Existe uma l\u00f3gica de distribui\u00e7\u00e3o espacial das atividades econ\u00f4micas na cidade, que caminha paralelamente \u00e0 influ\u00eancia do mercado imobili\u00e1rio e \u00e0 hierarquia social que determinadas \u00e1reas, mais valorizadas, imp\u00f5em sobre outras. Determinadas pe\u00e7as do tabuleiro afetam a execu\u00e7\u00e3o do programa de habita\u00e7\u00e3o, impedindo que mais objetivos sejam alcan\u00e7ados. O cen\u00e1rio que resulta desse conflito de interesses est\u00e1 pintado como cart\u00e3o postal das cidades e merece, sem d\u00favida, um olhar de especialistas da geografia.<\/h4>\n<h4>Dentro da din\u00e2mica capitalista, a localiza\u00e7\u00e3o assume um significado especial porque se traduz em um dos elementos que mais afetam os custos de produ\u00e7\u00e3o e os lucros. A concentra\u00e7\u00e3o de empregos e servi\u00e7os nos munic\u00edpios centrais, afastados dos conjuntos habitacionais oferecidos, ressalta a necessidade de se olhar a quest\u00e3o do transporte p\u00fablico no cen\u00e1rio urbano. Angela Moulin Sim\u00f5es Penalva Santos e Pedro Henrique Ramos Prado Vasques, ao falar da execu\u00e7\u00e3o do PMCMV no Rio de Janeiro, questionam: &#8220;at\u00e9 que ponto estamos trocando um d\u00e9ficit habitacional por uma inadequa\u00e7\u00e3o socioespacial que apenas vem alimentar as assimetrias de nossas cidades?&#8221;<\/h4>\n<h4>O livro da EdUERJ traz vis\u00f5es sobre regi\u00f5es distintas, refletindo experi\u00eancias singulares.Trata-se de uma leitura que pode ajudar a inspirar futuras pol\u00edticas p\u00fablicas que tentem alinhar a moradia em um contexto social mais amplo. De modo geral, percebe-se que a publica\u00e7\u00e3o verifica as imperfei\u00e7\u00f5es do PMCMV sem querer lhe negar os relevos positivos que viabilizaram a habita\u00e7\u00e3o para milh\u00f5es de brasileiros.<\/h4>\n<h4>O livro est\u00e1 dispon\u00edvel para download gratuito pelo site da EdUERJ:<\/h4>\n<h4><a href=\"https:\/\/eduerj.com\/br\/?product=o-programa-minha-casa-minha-vida-habitacao-e-producao-do-espaco-urbano-em-diferentes-escalas-e-perspectivas\">https:\/\/eduerj.com\/br\/?product=o-programa-minha-casa-minha-vida-habitacao-e-producao-do-espaco-urbano-em-diferentes-escalas-e-perspectivas<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um pa\u00eds marcado por desigualdades onde reverbera a exclus\u00e3o social, muitas vezes as pol\u00edticas p\u00fablicas precisam se fazer presentes para atenuar as mazelas ou evitar que estas se perpetuem. 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