{"id":30067,"date":"2022-07-28T13:47:00","date_gmt":"2022-07-28T16:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=30067"},"modified":"2022-10-04T13:51:03","modified_gmt":"2022-10-04T16:51:03","slug":"livro-analisa-autoficcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/livro-analisa-autoficcao\/","title":{"rendered":"Livro analisa autofic\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\">\u201cTeorias da autofic\u00e7\u00e3o\u201d, de Anna Faedrich, lan\u00e7amento da EdUERJ, descortina as m\u00faltiplas facetas que surgem a partir de uma vertente liter\u00e1ria que ousou mesclar o real ao imagin\u00e1rio.<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\">Uma relevante parte da hist\u00f3ria da autofic\u00e7\u00e3o remete a 1977 quando Serge Doubrovsky publica \u201cFils\u201d, e apresenta ao mundo um neologismo para batizar sua pr\u00f3pria obra. N\u00e3o obstante, isto n\u00e3o significava o nascimento naquele momento de um novo estilo, uma vez que o pr\u00f3prio Doubrovsky reconheceu a exist\u00eancia da autofic\u00e7\u00e3o em obras anteriores \u00e0 sua. Entre elas, Retrato de um artista quando jovem (1916), de James Joyce, Nadja (1928), de Andr\u00e9 Breton e La naissance du jour (1928), de Gabrielle Colette.<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\">Doubrowsky aponta que na autofic\u00e7\u00e3o existe um apelo muito forte da quest\u00e3o hist\u00f3rica e muitas inspira\u00e7\u00f5es do estilo surgiriam a partir de contextos como o da Segunda Guerra. O livro da EdUERJ possibilita acompanhar as teorias que acompanharam a formata\u00e7\u00e3o dessa modalidade liter\u00e1ria.<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\">Na obra, Faedrich analisa a origem do termo na Fran\u00e7a; o debate te\u00f3rico a respeito do conceito de autofic\u00e7\u00e3o, as diverg\u00eancias te\u00f3ricas entre as diferentes \u201cescolas\u201d da autofic\u00e7\u00e3o (Serge Doubrovsky, Vincent Colonna, G\u00e9rard Genette, Jacques Lecarme, Philippe Gasparini, Philippe Vilain, Jean- -Louis Jeanelle, R\u00e9gine Robin, entre outros). Al\u00e9m disso, destaca os estudos cr\u00edticos sobre o tema realizados no Brasil, por escritores e pesquisadores de literatura \u00edntima.<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\">Em outro vi\u00e9s, a autora explica como a autofic\u00e7\u00e3o dialoga com os tempos atuais, e cita obras como \u201co show do eu\u201d da escritora Paula Sibilia e&nbsp; A sociedade do espet\u00e1culo, de Guy Debord, al\u00e9m de aludir aos mitos de Narciso e S\u00edsifo. Para a autora, essa \u201cliteratura de linhagem introspectiva \u00e9 a tentativa de uma busca pela verdade interna, \u00e9 um exerc\u00edcio de refletir, no sentido de pensar sobre, ultrapassando o reflexo das \u00e1guas e o dos espelhos, num movimento de mergulho em si mesmo atrav\u00e9s da escrita liter\u00e1ria\u201d.<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\">Essa autofic\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma autobiografia e n\u00e3o alude ao passado. Seu aspecto principal \u00e9 a indecidibilidade. \u201cRompe-se com o princ\u00edpio de veracidade do pacto autobiogr\u00e1fico, sem que se entre totalmente no princ\u00edpio de inven\u00e7\u00e3o, do pacto romanesco\/ficcional. Mesclam-se os dois, resultando no contrato de leitura marcado pela ambiguidade e na narrativa intersticial\u201d, explica.<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\">O livro \u00e9 enriquecido no \u00faltimo cap\u00edtulo com entrevistas com nomes como Adriana Lisboa, Silviano Santiago, Michel Laub, &nbsp;Ana Cl\u00e1udia Viegas, Cristov\u00e3o Tezza, Eur\u00eddice Figueiredo, Gustavo Bernardo, Ricardo L\u00edsias e outros.<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTeorias da autofic\u00e7\u00e3o\u201d, de Anna Faedrich, lan\u00e7amento da EdUERJ, descortina as m\u00faltiplas facetas que surgem a partir de uma vertente liter\u00e1ria que ousou mesclar o real ao imagin\u00e1rio. Uma relevante parte da hist\u00f3ria da autofic\u00e7\u00e3o remete a 1977 quando Serge Doubrovsky publica \u201cFils\u201d, e apresenta ao mundo um neologismo para batizar sua pr\u00f3pria obra. 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