{"id":31907,"date":"2023-03-03T15:24:17","date_gmt":"2023-03-03T18:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=31907"},"modified":"2023-03-17T17:06:30","modified_gmt":"2023-03-17T20:06:30","slug":"livro-analisa-cena-de-rock-metal-em-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/livro-analisa-cena-de-rock-metal-em-angola\/","title":{"rendered":"Livro analisa cena de rock\/metal em Angola"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria das bandas de heavy metal e rock africanas s\u00e3o o objeto de estudo de \u201cWe do rock too: formas de criatividade do movimento do rock angolano\u201d, de Melina Aparecida dos Santos, lan\u00e7amento da Editora da UERJ (EdUERJ). O livro analisa a cena de rock\/metal em Angola a partir de uma minuciosa pesquisa e de entrevistas com integrantes das bandas locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Para a concep\u00e7\u00e3o do livro, a autora deslocou-se entre as capitais Luanda, Benguela e Huambo e a cidade da Catumbela durante os tr\u00eas trabalhos de campo realizados em diferentes per\u00edodos de 2014, 2016 e 2017. As quatro cidades angolanas foram escolhidas por conta de sua alta concentra\u00e7\u00e3o de instrumentistas, shows ao vivo, festivais e p\u00fablicos, assim como programas de r\u00e1dio segmentados e est\u00fadios de grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Em sua pesquisa, a autora realizou 22 entrevistas com integrantes das bandas (em atividade ou n\u00e3o) e acompanhou a sess\u00e3o de grava\u00e7\u00f5es do primeiro \u00e1lbum da banda Dor Fantasma, em Luanda; al\u00e9m de manter contato com produtores e outros profissionais veiculados ao panorama roqueiro angolano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Entre os aspectos abordados est\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o do rock durante o per\u00edodo colonial (1960-1975); a retomada do rock na d\u00e9cada de 1990, durante a guerra angolana; os impactos econ\u00f4micos da guerra no acesso \u00e0s tecnologias musicais; a import\u00e2ncia dos festivais, e as din\u00e2micas das bandas com os p\u00fablicos locais para consolidar o rock.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Com isso, o livro revela as formas de criatividade dos <em>m\u00fasicos<\/em><em> <\/em>angolanos para driblar as adversidades e estabelecerem as culturas do rock no pa\u00eds. Entre as caracter\u00edsticas, a professora demonstra como as performances musicais transitam entre culturas de g\u00eanero \u2013 por exemplo, o rap, a m\u00fasica angolana e o metal \u2013 e como essas concep\u00e7\u00f5es da m\u00fasica constituem uma viv\u00eancia de angolanidade. Para ilustrar a discuss\u00e3o sobre a m\u00fasica entre culturas de g\u00eanero, s\u00e3o analisados os \u00e1lbuns \u201cChegando\u201d e \u201cFocus\u201d lan\u00e7ados pelas bandas Black Soul e M\u00b4vula, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Em sua apura\u00e7\u00e3o, Melina dos Santos conversou com integrantes das bandas Before Crush, Black Soul, Dor Fantasma, Horde of Silence, Kosmik, Last Shout, Lunna, Instinto Prim\u00e1rio, M\u00b4vula, Ovelha Negra, Projectos Falhados, Singra, Silent Whisper, Sentido Proibido, Still Rolling With Times, Tiranuz, Z\u00e9 Beato &amp; os Desempregados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de uma viagem pela cultura rock\/metal de Angola, \u201cWe do rock too\u201d estimula um questionamento sobre o que constitui verdadeiramente uma cultura rock, criando assim um ant\u00eddoto \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de modelos americanos ou euroc\u00eantricos de cultura roqueira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Melina Aparecida dos Santos Silva<\/strong>&nbsp;\u00e9 p\u00f3s-doutora no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Social da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Doutora pelo Programa de P\u00f3s-Grada\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde desenvolveu pesquisa com o movimento do rock angolano e a produ\u00e7\u00e3o da cultura do rock no contexto de p\u00f3s-guerra civil. \u00c9 autora de artigos e cap\u00edtulos sobre culturas do metal brasileiro e africano, rock angolano, performance e experi\u00eancia musical, distribui\u00e7\u00e3o musical nas redes digitais. Participa da editora fonogr\u00e1fica Cube Records Angola, com Carlos Bessa e Yannick Merino, na \u00e1rea de marketing musical.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A trajet\u00f3ria das bandas de heavy metal e rock africanas s\u00e3o o objeto de estudo de \u201cWe do rock too: formas de criatividade do movimento do rock angolano\u201d, de Melina Aparecida dos Santos, lan\u00e7amento da Editora da UERJ (EdUERJ). O livro analisa a cena de rock\/metal em Angola a partir de uma minuciosa pesquisa e de entrevistas com integrantes das bandas locais. Para a concep\u00e7\u00e3o do livro, a autora deslocou-se entre as capitais Luanda, Benguela e Huambo e a cidade da Catumbela durante os tr\u00eas trabalhos de campo realizados em diferentes per\u00edodos de 2014, 2016 e 2017. As quatro cidades\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":31908,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"editor_plus_post_options":"{}","editor_plus_copied_stylings":"{}","footnotes":""},"categories":[202],"tags":[4110,4112,4111,4109],"class_list":["post-31907","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-cultura-africana","tag-melina-aparecida-dos-santos","tag-rock","tag-we-do-rock-too"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":5}},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31907","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31907"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31907\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}