{"id":38762,"date":"2025-07-24T13:08:08","date_gmt":"2025-07-24T16:08:08","guid":{"rendered":"https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=38762"},"modified":"2025-07-24T13:35:43","modified_gmt":"2025-07-24T16:35:43","slug":"uma-conversa-com-o-tradutor-de-a-novela-do-curioso-impertinente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/uma-conversa-com-o-tradutor-de-a-novela-do-curioso-impertinente\/","title":{"rendered":"Uma conversa com o tradutor de &#8220;A novela do curioso impertinente&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>O Blog da EdUERJ entrevistou Wagner Monteiro, professor de l\u00edngua e literatura espanhola na UERJ e tradutor de \u201cA novela do Curioso impertinente\u201d, hist\u00f3ria extra\u00edda de \u201cDom Quixote\u201d, obra cl\u00e1ssica de Miguel de Cervantes. O livro \u00e9 uma das novidades do cat\u00e1logo da EdUERJ e ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 18 de agosto na Livraria da EdUERJ \u2013 mais informa\u00e7\u00f5es sobre o evento no final da entrevista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Blog da EdUERJ: &#8220;A novela do Curioso impertinente&#8221; originalmente integra \u201cDom Quixote&#8221;. Qual a rela\u00e7\u00e3o dela com a hist\u00f3ria principal da obra?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">N\u00e3o sabemos ao certo em que momento Miguel de Cervantes escreveu A novela do Curioso impertinente. Acredita-se que o texto \u00e9 um pouco anterior \u00e0 escrita do Dom Quixote e que foi introduzido na obra a posteriori. Tamb\u00e9m vale destacar que o Curioso impertinente mant\u00e9m uma clara semelhan\u00e7a com as Novelas exemplares que, como se sabe, foram escritas em sua maioria na d\u00e9cada de 1590. Isso para demonstrar que as novelas cervantinas apresentam uma autonomia, al\u00e9m de uma inten\u00e7\u00e3o e moral na pr\u00f3pria estrutura desses textos. No entanto, o aparecimento do Curioso impertinente na primeira parte do Dom Quixote, a partir do cap\u00edtulo XXXIII, tampouco \u00e9 em v\u00e3o. Como destaca Hans-J\u00f6rg Neusch\u00e4fer, al\u00e9m da cr\u00edtica \u00e0 soberba do homem, Cervantes problematiza uma concep\u00e7\u00e3o idealista de relacionamento. Anselmo e Dom Quixote compartilham de uma vis\u00e3o idealista sobre diferentes temas e s\u00e3o impactados pelo choque de uma realidade que se imp\u00f5e inevitavelmente. Embora sempre ressaltemos que a primeira parte do Quixote \u00e9 mais aventureira, enquanto a segunda \u00e9 mais reflexiva, A novela do Curioso impertinente sublinha a preocupa\u00e7\u00e3o de Cervantes com sentimentos como o del\u00edrio, a loucura e o desejo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Blog da EdUERJ: Na sua opini\u00e3o, Anselmo, protagonista da novela, compartilha alguma semelhan\u00e7a com Dom Quixote?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Tanto Anselmo quanto Dom Quixote \u2013 e poder\u00edamos acrescentar aqui Emma Bovary \u2013 s\u00e3o personagens absurdamente insatisfeitos. A realidade, ainda que se mostre agrad\u00e1vel, serena, n\u00e3o \u00e9 suficiente para quem pretende explorar os limites daquilo que se imp\u00f5e como \u00fanica possibilidade de atuar no mundo real. A loucura, nesse sentido, \u00e9 um sintoma de insatisfa\u00e7\u00e3o, e parece despropositada em um contexto de absoluta serenidade. Anselmo na Toscana, Alonso Quijano em La Mancha, e Emma na Normandia, deliram porque projetam e buscam incessantemente o mundo ideal. Penso, ainda, que Cervantes constr\u00f3i tanto em Anselmo, como no Dom Quixote, personagens com profundidade psicol\u00f3gica e que apresentam uma linguagem elaborada. Lotario est\u00e1 para Anselmo como Sancho Pan\u00e7a para o Dom Quixote, e narrativas cuja for\u00e7a est\u00e1 no di\u00e1logo, na arte do convencimento. Sancho \u00e9 convencido de que poder\u00e1 governar a \u00cdnsula Barataria, j\u00e1 Lot\u00e1rio de que n\u00e3o h\u00e1 maior prova de amizade e fidelidade a Anselmo que poder ser part\u00edcipe do plano que coloca Camila \u00e0 prova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Blog da EdUERJ: Na trama, o protagonista Anselmo, atormentado por d\u00favidas sobre a fidelidade de sua jovem esposa, Camila, resolve test\u00e1-la com seu melhor amigo, Lot\u00e1rio, e os fatos desencadeados fogem de seu controle. Podemos interpretar que j\u00e1 naquela \u00e9poca, o texto faz uma certa cr\u00edtica \u00e0 forma como o amor rom\u00e2ntico \u00e9 idealizado pela sociedade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">N\u00e3o acredito que na Espanha do XVII houvesse uma ideia de amor rom\u00e2ntico como temos hoje em dia. No entanto, a cr\u00edtica que o texto projeta est\u00e1 muito mais relacionada ao choque entre idealismo e realismo. Se pensarmos, por exemplo, no quadro de Rafael Sanzio, Scuola di Atene (1509-1511), em cujo centro vemos fil\u00f3sofos antigos \u2013 representa\u00e7\u00e3o de Arist\u00f3teles e Plat\u00e3o \u2013 apontando para cima e para baixo, h\u00e1 um contraponto entre esses dois polos na novela de Cervantes, mas teoricamente ainda de forma pac\u00edfica. Cervantes discute a fragilidade entre o que se apresenta como \u201creal\u201d ou \u201cideal\u201d, pois a fronteira n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o est\u00e1vel como aparece. Como mencionamos em nossa edi\u00e7\u00e3o, Cervantes revela que o amor \u00e9 um construto discursivo, pois tudo est\u00e1 no plano da linguagem. Anselmo caminha entre dois polos na narrativa. Embora se configure como um arqu\u00e9tipo de homem idealista, o protagonista da novela \u00e9 consciente, como homem de seu tempo, que ningu\u00e9m nasce predestinado a amar, mas que pode ser convencido por meio da linguagem a amar de outro modo e um outro algu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Blog da EdUERJ: Mesmo sendo uma obra antiga, voc\u00ea acredita que A Novela do Curioso Impertinente consegue dialogar com quest\u00f5es contempor\u00e2neas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Sem d\u00favida. Tanto a curiosidade, como a impertin\u00eancia, s\u00e3o temas universais e que n\u00e3o envelhecem, pois constituem o ser humano. Tamb\u00e9m \u00e9 relevante pensarmos nos desejos de Camila, personagem feminino que se transforma ao longo da narrativa. Se no in\u00edcio h\u00e1 uma devo\u00e7\u00e3o irrepreens\u00edvel ao marido, ao longo da trama a personagem liberta seus desejos e se entrega a Lot\u00e1rio. Vemos, deste modo, uma insubordina\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria ideia de casamento crist\u00e3o, cuja base est\u00e1 na promessa de amor eterno, tendo em vista que Camila se sente desamparada pelo marido. Se essa atitude nos parece l\u00f3gica a partir da perspectiva do s\u00e9culo XXI, devemos pensar, no entanto, que na Floren\u00e7a do in\u00edcio da Idade Moderna o casamento era uma institui\u00e7\u00e3o sagrada. Camila deveria, portanto, ser testada e n\u00e3o cair em tenta\u00e7\u00e3o em hip\u00f3tese alguma. Portanto, o papel da mulher nessa sociedade absolutamente patriarcal \u00e9 um tema que adquire contornos diferentes e se atualiza com a nossa leitura contempor\u00e2nea. Nas aulas de literatura espanhola barroca na UERJ, n\u00e3o apenas a conduta de Anselmo, como a de Camila, sempre gera debates acalorados entre os alunos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Blog da EdUERJ: Voc\u00ea considera que a leitura desta novela, separadamente do texto de Dom Quixote, altera a experi\u00eancia do leitor com a narrativa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Penso que a leitura do Curioso impertinente separadamente do Dom Quixote possibilita uma experi\u00eancia de leitura muito mais focada nas particularidades desta novela, que poderia ser facilmente definida como \u201cexemplar\u201d. O que quero dizer \u00e9 que assim como podemos ler separadamente cada novela exemplar de Cervantes, focando nos temas e no luxo novelesco que apenas o autor espanhol \u00e9 capaz de proporcionar, tamb\u00e9m podemos desfrutar da novela de O curioso impertinente tendo em vista aspectos inerentes a sua pr\u00f3pria estrutura. A leitura do Curioso impertinente como parte do Dom Quixote produz no leitor uma sensa\u00e7\u00e3o de que deve produzir sentido a partir de um contraponto com a hist\u00f3ria do engenhoso fidalgo. A leitura isolada concede autonomia ao Curioso impertinente e permite um foco maior no tri\u00e2ngulo amoroso criado por Cervantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Blog da EdUERJ: Integra o livro, um cap\u00edtulo chamado \u201cQuest\u00f5es te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas sobre tradu\u00e7\u00e3o\u201d, assinado por voc\u00ea e Andrea Cesco (tamb\u00e9m tradutora do livro), que diz que a responsabilidade do tradutor vai al\u00e9m de buscar uma c\u00f3pia fiel do texto original. Como essa ideia se aplica, na tradu\u00e7\u00e3o dessa novela, por exemplo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Tanto Andrea Cesco como eu compartilhamos uma vis\u00e3o de que a tradu\u00e7\u00e3o produz uma nova forma de vida \u2013 seguindo o que Mauricio Cardozo prop\u00f5e. Isto significa que o texto traduzido \u00e9 o produto de um trabalho de muita pesquisa do universo de Miguel de Cervantes, de sua literatura, dos di\u00e1logos que o autor tra\u00e7ava, mas que n\u00e3o deixa de apresentar a criatividade dos novos autores deste texto, no caso, os tradutores. Projetamos, assim, um texto aut\u00f4nomo, mas sem deixar de lado a reciprocidade que a tradu\u00e7\u00e3o sempre deve manter. Embora o leitor brasileiro tenha acesso a uma tradu\u00e7\u00e3o realizada por Andr\u00e9a Cesco e Wagner Monteiro, ele est\u00e1, ao mesmo tempo, lendo o texto de Miguel de Cervantes. Portanto, cada palavra, cada linha do texto do escritor de Alcal\u00e1 de Henares foi traduzida a partir de uma ideia de autonomia e de reciprocidade, mas tamb\u00e9m de enorme rever\u00eancia ao que foi escrito por Cervantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Blog da EdUERJ: \u00c9 muito desafiador traduzir uma obra do s\u00e9culo XVII?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Sem d\u00favida. A Andrea Cesco e eu traduzimos textos liter\u00e1rios do s\u00e9culo XVII h\u00e1 alguns anos. Ela vem trabalhando especialmente com Francisco de Quevedo e eu com Lope de Vega. Podemos constatar que a enorme dist\u00e2ncia temporal e o hermetismo da literatura barroca constituem enormes dificuldades para qualquer tradutor. No caso de um texto de Miguel de Cervantes, como a novela do Curioso impertinente, embora se configure como aquilo que o autor denomina modesto entretenimento, a linguagem \u00e9 bastante rebuscada. Nosso principal desafio \u00e9 manter caracter\u00edsticas da literatura do XVII, com uma linguagem palat\u00e1vel para o leitor brasileiro do s\u00e9culo XXI, mas sem romper com a ideia de enigma que \u00e9 fundamental na constitui\u00e7\u00e3o da literatura daquela \u00e9poca. Portanto, embora o trabalho com dicion\u00e1rios espanh\u00f3is do s\u00e9culo XVII seja fundamental, n\u00e3o \u00e9 menos relevante um enorme conhecimento da l\u00edngua portuguesa para poder alcan\u00e7ar em certa medida um trabalho com a linguagem que autores seiscentistas atingiram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Blog da EdUERJ: E para voc\u00ea, qual \u00e9 a relev\u00e2ncia de novas edi\u00e7\u00f5es de cl\u00e1ssicos, como esta, que apresentam textos adicionais e uma tradu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Esta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma excelente oportunidade para que o leitor brasileiro conhe\u00e7a mais a fundo a obra de Miguel de Cervantes. Diferentemente de outras edi\u00e7\u00f5es, a novela do Curioso impertinente est\u00e1 saindo de forma bil\u00edngue, com o olhar de diferentes especialistas dos estudos liter\u00e1rios. A edi\u00e7\u00e3o produzida pela EdUERJ \u00e9 cuidadosa, fruto da pesquisa e do trabalho de especialistas da \u00e1rea, que conhecem a obra de Miguel de Cervantes e propuseram um di\u00e1logo profundo entre o texto em espanhol e em portugu\u00eas. A novela do Curioso impertinente n\u00e3o \u00e9, apenas, um texto sobre at\u00e9 onde a curiosidade pode nos levar, mas, sobretudo, sobre a ret\u00f3rica e as teias discursivas que a linguagem pode proporcionar. Cervantes ser\u00e1 sempre cl\u00e1ssico porque revela o que h\u00e1 de mais profundo na alma humana. Uma edi\u00e7\u00e3o como esta, com textos adicionais e uma tradu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita, tem o m\u00e9rito de propor novos olhares cr\u00edticos sobre um dos textos mais conhecidos da literatura espanhola, rejuvenescendo uma novela que tem mais de quatrocentos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Entrevista concedida \u00e0 Beatriz Araujo, estagi\u00e1ria de jornalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;A novela do Curioso Impertinente&#8221; ser\u00e1 lan\u00e7ada em 18 de agosto, \u00e0s 17h, na Livraria da EdUERJ, no campus Maracan\u00e3. Na programa\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 uma mesa com Wagner Monteiro, com o vice-diretor do Instituto de Letras da UERJ, Rodrigo Campos e com o editor-executivo da EdUERJ, Gustavo Bernardo.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Blog da EdUERJ entrevistou Wagner Monteiro, professor de l\u00edngua e literatura espanhola na UERJ e tradutor de \u201cA novela do Curioso impertinente\u201d, hist\u00f3ria extra\u00edda de \u201cDom Quixote\u201d, obra cl\u00e1ssica de Miguel de Cervantes. O livro \u00e9 uma das novidades do cat\u00e1logo da EdUERJ e ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 18 de agosto na Livraria da EdUERJ \u2013 mais informa\u00e7\u00f5es sobre o evento no final da entrevista. Blog da EdUERJ: &#8220;A novela do Curioso impertinente&#8221; originalmente integra \u201cDom Quixote&#8221;. Qual a rela\u00e7\u00e3o dela com a hist\u00f3ria principal da obra? N\u00e3o sabemos ao certo em que momento Miguel de Cervantes escreveu A\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":38772,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"editor_plus_post_options":"{}","editor_plus_copied_stylings":"{}","footnotes":""},"categories":[202],"tags":[438,4500,500,4503],"class_list":["post-38762","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-entrevista","tag-novela-do-curioso-impertinente","tag-traducao","tag-wagner-monteiro"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":5}},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38762"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38762\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38765,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38762\/revisions\/38765"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eduerj.com\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}