{"id":39525,"date":"2026-08-07T12:11:41","date_gmt":"2026-08-07T15:11:41","guid":{"rendered":"https:\/\/eduerj.com\/br\/?p=39525"},"modified":"2026-08-07T12:11:47","modified_gmt":"2026-08-07T15:11:47","slug":"leitura-oferece-novas-perspectivas-sobre-o-carnaval-brasileiro-11-02-26","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/leitura-oferece-novas-perspectivas-sobre-o-carnaval-brasileiro-11-02-26\/","title":{"rendered":"Leitura oferece novas perspectivas sobre o carnaval brasileiro (11\/02\/26)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Muito antes do carnaval assumir a forma que conhecemos hoje, pr\u00e1ticas festivas j\u00e1 eram tradi\u00e7\u00e3o no Brasil. Entre elas, destaca-se o entrudo, festejo trazido pelos colonizadores portugueses no s\u00e9culo XV, um costume que foi precursor do que hoje conhecemos como carnaval brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O entrudo era um per\u00edodo de brincadeiras que ocupava as ruas das grandes cidades e em que proj\u00e9teis de diferentes naturezas eram lan\u00e7ados \u2013 de polvilho e alvaiade em p\u00f3 \u00e0 \u00e1gua da sarjeta e excrementos, esses fornecidos pelos escravos tigres que trabalhavam transportando os dejetos das casas coloniais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Ao longo dos s\u00e9culos, essa manifesta\u00e7\u00e3o, vista como \u201cselvagem e imoral\u201d pelas elites, passou a sofrer repress\u00f5es. Outros tipos de celebra\u00e7\u00f5es, consideradas \u201cmais civilizadas\u201d e controladas, foram incentivadas pelas classes mais altas da sociedade. Surgem ent\u00e3o os bailes de m\u00e1scaras, influenciados pela cultura europeia, e depois, as primeiras sociedades carnavalescas \u2013 respons\u00e1veis pelos primeiros desfiles com carros aleg\u00f3ricos e fantasias. As manifesta\u00e7\u00f5es populares passaram a ser consideradas como um \u201cn\u00e3o carnaval\u201d, enquanto o modelo organizado e elitizado se consolida como a forma leg\u00edtima de festejar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Partindo desses conhecimentos, pode-se pensar o que o carnaval, para al\u00e9m da festa, pode revelar sobre a sociedade e seu espa\u00e7o urbano. A quest\u00e3o do entrudo \u00e9 abordada na pesquisa de Dimitri Scarinci<em>, \u201cTerritorializa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o da cidade pelas pr\u00e1ticas carnavalescas em meados do s\u00e9culo XIX\u201d.&nbsp;<\/em>Nela, o autor investiga quest\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas em evid\u00eancia durante as festividades populares no espa\u00e7o urbano do Rio de Janeiro. E aponta que \u201cpor meio das celebra\u00e7\u00f5es e brincadeiras, o simples fato de vestir uma fantasia transmite ou atirar um lim\u00e3o de cheiro \u00e0 cidade um processo de humaniza\u00e7\u00e3o.\u201d O texto \u00e9 cap\u00edtulo 4 do livro&nbsp;<em>\u201c<\/em><em>Abordagens geogr\u00e1ficas no \u00e2mbito do Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial\u201d<\/em>, organizado por Marta Foeppel Ribeiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><em>\u201c<\/em><em>Abordagens geogr\u00e1ficas no \u00e2mbito do Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial\u201d&nbsp;<\/em>integra uma iniciativa do PET, programa mantido pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e organizado a partir dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior do pa\u00eds. O livro apresenta resultados de pesquisas desenvolvidas pelos grupos PET-Geografia e PET-Servi\u00e7o Social da UERJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Voc\u00ea confere esse livro aqui:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/eduerj.com\/br\/produto\/abordagens-geograficas-no-ambito-do-programa-de-educacao-tutorial\/\">Abordagens geogr\u00e1ficas no \u00e2mbito do Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial<\/a><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">por Beatriz Araujo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito antes do carnaval assumir a forma que conhecemos hoje, pr\u00e1ticas festivas j\u00e1 eram tradi\u00e7\u00e3o no Brasil. Entre elas, destaca-se o entrudo, festejo trazido pelos colonizadores portugueses no s\u00e9culo XV, um costume que foi precursor do que hoje conhecemos como carnaval brasileiro. O entrudo era um per\u00edodo de brincadeiras que ocupava as ruas das grandes cidades e em que proj\u00e9teis de diferentes naturezas eram lan\u00e7ados \u2013 de polvilho e alvaiade em p\u00f3 \u00e0 \u00e1gua da sarjeta e excrementos, esses fornecidos pelos escravos tigres que trabalhavam transportando os dejetos das casas coloniais. 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