{"id":9033,"date":"2016-01-11T18:24:09","date_gmt":"2016-01-11T18:24:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.eduerj.uerj.br\/engine\/?p=9033"},"modified":"2016-02-01T18:58:28","modified_gmt":"2016-02-01T18:58:28","slug":"livro-reafirma-pioneirismo-de-carl-einstein-nos-estudos-da-arte-africana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eduerj.com\/br\/livro-reafirma-pioneirismo-de-carl-einstein-nos-estudos-da-arte-africana\/","title":{"rendered":"Livro reafirma pioneirismo de Carl Einstein nos estudos da arte africana"},"content":{"rendered":"<p>Um livro lan\u00e7ado no final de 2015 que merece destaque pela seriedade do tema e pela abordagem, que poder\u00e1 servir como refer\u00eancia para estudos da arte, de hist\u00f3ria e at\u00e9 mesmo de disciplinas como antropologia, sociologia e outras. Trata-se de <em>Carl Einstein e a arte da \u00c1frica<\/em>, organizado por Elena O\u2019Neill e Roberto Conduru. \u00c9 o tipo de publica\u00e7\u00e3o que funciona como um estatuto de cidadania e um libelo contra antigos estigmas preconceituosos que durante muito tempo foram associados \u00e0 arte e culturas africanas.<\/p>\n<p>Carl Einstein foi\u00a0escritor, pesquisador e historiador, assim como tradutor, editor e ativista pol\u00edtico na Europa durantes as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. O seu pioneirismo nos estudos da arte pode ser conferido no lan\u00e7amento da EdUERJ, que traz os textos produzidos pelo pesquisador sobre esculturas e objetos africanos e os contrap\u00f5em a ensaios de outros estudiosos.<\/p>\n<p>Na primeira parte, o livro, organizado pela uruguaia Elena O\u2019Neill e pelo brasileiro Roberto Conduru, apresenta uma colet\u00e2nea de textos de Carl Einstein que exerceram um papel fundamental na inaugura\u00e7\u00e3o dos estudos sobre a arte da \u00c1frica como fato est\u00e9tico. Nesse sentido, o que se percebe, no material publicado em livros e revistas na Alemanha e na Fran\u00e7a entre 1915 e 1930, \u00e9 o esfor\u00e7o empreendido para livrar a arte africana da categoria preconceituosa de \u201cprimitiva\u201d e de inclu\u00ed-la na hist\u00f3ria universal da arte com os atributos que lhe foram negados pela ideologia colonialista veiculada pelo discurso da miss\u00e3o civilizadora.<\/p>\n<p>A segunda parte do livro \u00e9 constitu\u00edda de textos que abordam o autor e a sua obra, fazendo uma releitura de seus escritos. O artigo de Roberto Conduru destaca a natureza parcial da obra do cr\u00edtico alem\u00e3o e a boa recep\u00e7\u00e3o \u00e0s suas an\u00e1lises no Brasil, pa\u00eds que recebeu uma parte da popula\u00e7\u00e3o em foco. O artigo de Elena O\u2019Neill identifica armadilhas na formula\u00e7\u00e3o de conceitos utilizados por Einstein utilizados em diferentes contextos. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 enriquecida por contribui\u00e7\u00f5es de Liliane Meffre, Jos\u00e9 Gomes Pinto, Ezio Bassani, Jean-Louis Paudratt e introdu\u00e7\u00e3o de Kabengele Munanga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um livro lan\u00e7ado no final de 2015 que merece destaque pela seriedade do tema e pela abordagem, que poder\u00e1 servir como refer\u00eancia para estudos da arte, de hist\u00f3ria e at\u00e9 mesmo de disciplinas como antropologia, sociologia e outras. Trata-se de Carl Einstein e a arte da \u00c1frica, organizado por Elena O\u2019Neill e Roberto Conduru. \u00c9 o tipo de publica\u00e7\u00e3o que funciona como um estatuto de cidadania e um libelo contra antigos estigmas preconceituosos que durante muito tempo foram associados \u00e0 arte e culturas africanas. 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