Quando pensamos na literatura inglesa, é comum que venha à mente os dramas de William Shakespeare ou os romances de Jane Austen. Mas, mergulhando nas páginas de “Vozes literárias femininas através dos séculos”, publicação da EdUERJ, conhecemos escritoras pioneiras que, apesar de revolucionarem o cenário literário e abrir caminho para novas gerações, são esquecidas com o passar dos séculos.
Descubra, a seguir, quem foram as figuras em destaque no livro.
Aemilia Lanyer
Aemilia Lanyer foi uma das primeiras mulheres a publicar um livro de poesia em língua inglesa. Na coletânea “Salve Deus Rex Judaeorum”, ela apresenta reinterpretações de histórias bíblicas a partir de perspectivas femininas.
Hoje, seu legado é considerado significativo no estudo da literatura feminina e do pensamento feminista do início da era moderna.
Elizabeth Sawyer
Elizabeth Sawyer não foi uma escritora, mas foi uma mulher executada sob a acusação de bruxaria na Inglaterra do século XVII. Seu caso foi um dos julgamentos de bruxas mais divulgados da época e a repercussão inspirou a obra “A bruxa de Edmonton”, escrita coletivamente por Thomas Dekker, John Ford e William Rowley. A peça teatral consolidou Sawyer no imaginário cultural da época, fazendo-a atravessar séculos.
Isabella Whitney
Isabella Whitney é considerada a primeira escritora profissional da Inglaterra.
Sua estreia foi em 1567 com “O exemplar de uma carta”, uma coletânea colaborativa onde publicou os poemas “I.W. ao seu amante infiel” e “O alerta da autora a todas jovens damas: e a todas as donzelas apaixonadas”. Suas antologias apresentavam visões não convencionais para época, sobretudo no comportamento de relações entre homens e mulheres.
Jane Anger
Jane Anger é considerada a primeira mulher a publicar uma defesa completa de seu sexo em inglês, com o panfleto “Jane Anger: sua defesa das mulheres”.
Apesar do título da obra, existem poucas evidências de que Anger existiu e foi responsável por sua escrita. O panfleto, publicado em 1589, foi escrito em resposta ao panfleto misógino “Vomite seu excesso de amor, com uma despedida às tolices de suas próprias fantasias”
Mary Wollstonecraft
Mary Wollstonecraft é considerada uma das fundadoras do movimento feminista. Um de seus escritos mais conhecidos, “Reivindicação dos direitos da mulher” (1792), denuncia as hierarquias sociais que condenavam as mulheres à vida doméstica e materna e as retratavam como frágeis e dependentes dos homens.
Ela é também mãe de Mary Shelley, a célebre autora de Frankenstein.




